

LAMENTAÇÃO
Acostumada a ser conduzida pela corrente
Dos acontecimentos triviais do dia a dia, E concentrando-se em íntima e profunda sintonia, Uma noite minha alma vibrou numa frequência diferente. Era a mesma alma por fora, de perfil e de frente, Mas por dentro deslizava numa onda febril de lamento, Levantada por uma ventania arrebatadora de desalento, Tão devastadora que a remetia para o fundo novamente. Cobrindo com o sedoso véu da noite seu rosto, Minha alma lamentou-se com sepulcral desgosto: Não consigo me imaginar na escura solidão de uma cova, Onde a morte friamente atesta que a vida não se renova! Renovam-se as pedras tumulares, os olhares tristonhos... Porém, depois de sepultados, não se renovam os sonhos!
Carlos Henrique Pereira Maia
Enviado por Carlos Henrique Pereira Maia em 13/06/2012
Alterado em 23/01/2013 Copyright © 2012. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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