

BIG BANG DE AMOR
Onde flamejará a verdadeira beleza essencial
Neste mundo de sombras? Em qual moldura Estará a expressão artística do mundo ideal, Se algum ideal sobrevive às sombras, porventura? O silêncio da dúvida remete o espírito em direção A si próprio, posto que é o tema central de tudo, E tudo que o envolve desafia sua descontente Razão Com perguntas que não ensejam respostas, contudo! O nascimento e o declínio dos intermináveis dias siderais São as telas inimitáveis da pintura concreta que, geniais, Produzem as mãos invisíveis de Deus, este sublime pintor, Que criou as paisagens universais num Big Bang de Amor! Resta ao artista expressar a imensidade do plano abstrato, Este universo velado, sem tamanho, sem forma, sem cor... Esta realidade inacessível ao raciocínio lógico, exato: A atmosfera sentimental do seu latente mundo interior!
Carlos Henrique Pereira Maia
Enviado por Carlos Henrique Pereira Maia em 24/06/2012
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