

TRIBUTO À MINHA DESGRAÇA (Um tributo aos poetas ultrarromânticos)
Às vezes, sinto soprarem ventos com furor
Que encapelam o majestoso mar, Levantando esbeltas ondas no ar! Tudo sorri por fora, mas no meu interior, Às vezes, sinto que foram tiradas de mim As nuvens do manto azul de uma manhã distante Que um dia imaginei eterna, um amor sem fim, que tive, E assim tão sincero que, mesmo ausente, ainda vive! Encarcerado nos limites desta hora profunda Em que me debato numa enxurrada de lembranças, Arde no peito uma vontade que me afunda Cada vez mais, e mais fundo, em perdidas esperanças, Neste lodaçal imundo onde jazem as flores dos sonhos Que brotaram sem nunca terem desabrochado, E como as ondas altivas do mar agitado, Minha vontade se perde em ventos medonhos! Se ao menos eu pudesse ressurgir, Renascer das cinzas daquele céu destruído, Se ao menos eu pudesse reunir, Recompor os fragmentos daquele sol esvaído, Talvez minhas auroras nascessem radiantes E radiantes fossem as horas de todo dia, Talvez morressem na minha alma as águas vazantes Que me levaram o sorriso, mareando minha alegria!
Carlos Henrique Pereira Maia
Enviado por Carlos Henrique Pereira Maia em 06/10/2012
Alterado em 26/04/2013 Copyright © 2012. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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