

QUASE
QUASE
E assim, intermináveis, seguem os dias e as noites, Passos de uma dança que se perde na lembrança, Concatenados pela onipresente mão divina, Qual uma “Grande Valse Viennoise”, Sopro de vida que nunca termina, Possibilidade improvável da esperança, Compassando a ventura e o sofrimento, As carícias e os açoites, Na dinâmica infinita do tempo! Sempre inacabada, Minha alma cruza a fronteira do quase, Entre o tudo e o nada, Onde eu sou quase perfeito, Quase feliz, Feliz de um jeito Que é quase sincero, E que quase não se contradiz; Onde o Sol tem a certeza do amanhecer, E eu, a possibilidade improvável que espero: Um eterno vir a ser!
Carlos Henrique Pereira Maia
Enviado por Carlos Henrique Pereira Maia em 03/12/2012
Alterado em 20/05/2013 Copyright © 2012. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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