

SEMPRE
Ainda que a foice truculenta quebre o encanto dos roseirais,
Que o furor melancólico despedace o peito, Que as lavas ardentes inundem os corações desmaiados, Que as neblinas espessas embacem a visão da paz, Haverá sempre uma Cruz lá no Céu, E um Céu sobre os cruzeiros do mundo! Ainda que o fogo irascível consuma o romantismo do mar, Que a noite sombria dissipe as cores vivas da alegria, Que a relva úmida que beija as manhãs resseque nos prados, Que o verme da discórdia corroa os laços da fraternidade, Haverá sempre uma Cruz lá no Céu, E um Céu sobre os cruzeiros do mundo! Ainda que os sonhos se desfaçam em tristes ruínas, Que o brilho sereno da felicidade fuja dos olhos, Que os ventos suaves se transformem em violentos tufões, Que os ouvidos insensíveis se fechem ao hino do amor, Haverá sempre uma Cruz lá no Céu, E um Céu sobre os cruzeiros do mundo!
Carlos Henrique Pereira Maia
Enviado por Carlos Henrique Pereira Maia em 16/04/2013
Alterado em 17/04/2013 Copyright © 2013. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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