

FUGA
Eu estou fugindo de uma noite muito,
Muito escura, tão escura Que não vejo a minha própria sombra! E em cada esquina que dobro, E em cada rua que cruzo, A criança assustada dentro de mim É surpreendida pelo olhar Do Assassino imprevisível, Que espreita os seus passos inseguros Desde o dia em que aprendeu a andar! E assim, de um olhar sombrio, eu fujo, Dobrando cada esquina, Cruzando cada rua, Conduzindo lentamente a centelha, Que o Tempo não apagou ainda, Em direção a um destino Duro, frio e sujo, Escondido em alguma trincheira Cavada ao longo do curto caminho; Sempre andando com o andar apressado, Sempre acordando de um sonho acabado, E sempre seguido de perto Pelo olhar indiferente Do Assassino imprevisivelmente Certo!
Carlos Henrique Pereira Maia
Enviado por Carlos Henrique Pereira Maia em 04/05/2013
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