

ROSA-DOS-VENTOS
Entre as cinco paredes dos sentidos,
Eu sou o navio, o nauta e o mar desconhecido, Crendo ser infinita a frágil ponte do tempo, E eternas as vagas que deslizam no pensamento! Navegamos, eu e minha alma, na ilusão, pura e inocente, De que dura, para sempre, a grandeza das vagas fugidias, E no sonho aventureiro de avistar, ao longe, novamente A terra onde o sol, no horizonte, de felicidade ardia! Entre as cinco paredes que me cercam, Eu sou agora o mesmo mapa tantas vezes lido, E o rascunho dos dias fagueiros que esperam Uma só aurora para serem vividos! O sol feliz que ardia antigamente Aguarda paciente o sono da lua pálida No leito da noite, dormente e esquálida, Em que vivo na sombra do passado, Entre as cinco paredes do meu quarto, Como quem vive na luz do presente! Navegamos, eu e minha alma, juntos, À procura de dias idos e de novos mundos, Em todas as direções da rosa-dos-ventos; Minha alma navega contente, Procurando conquistar sua brilhância, E eu navego taciturno, Procurando resgatar, pelo menos, Um só dos sorrisos que dei na infância!
Carlos Henrique Pereira Maia
Enviado por Carlos Henrique Pereira Maia em 07/05/2013
Alterado em 07/05/2013 Copyright © 2013. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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