

FRUSTRAÇÃO
Minha alma queria sentir
O doce aroma das rosas, Mas não tenho olfato de jardineiro, Então lhe falei das perfumadas estrelas Que enfeitam os jardins do firmamento, E disse a ela, como quem diz a uma criança, Que são sempre belas, e estão sempre a sorrir, Que são delas todas as carícias fogosas, E que antes não ter o olor das rosas Que não ter o verdor da esperança; E sobre o mar de luz apagada, Que banhava a fanada alegria, Deitei minha alma frustrada Sob a lua de prata que luzia! Minha alma queria ouvir O doce canto dos pássaros, Mas não tenho audição de passarinheiro, Então lhe falei das canoras nuvens Que voam no espaço da tela azulada, E disse a ela, como quem diz a uma criança, Que são como lábaros Que tremulam alteados Nos céus felizes da esperança; E sobre o manto de breu Deitei minha alma frustrada Que, de tanto silêncio, adormeceu!
Carlos Henrique Pereira Maia
Enviado por Carlos Henrique Pereira Maia em 21/05/2013
Alterado em 22/05/2013 Copyright © 2013. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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