

TUDO E TODOS
Sendo único, sou um frasco
Cheio da quintessência de tudo; Tenho, na profundidade da minha alma, Todos os jardins floridos, E todos os palcos desertos! Minha é a dor das nuvens em pranto, E a volúpia dos lírios no campo; Tenho, na minha ínfima brevidade, A sensação inexprimível da eternidade! Sendo único, sou todos, Desde o menino faceiro a brincar no parque Até o ancião debruçado na janela do tempo! Tenho, na expressão obscura da minha face, A alva que anuncia o raiar de um novo dia, E a sempre terna sombra, Imensamente escura, Imensamente sombra, Da sempiterna nostalgia!
Carlos Henrique Pereira Maia
Enviado por Carlos Henrique Pereira Maia em 11/06/2013
Alterado em 17/06/2013 Copyright © 2013. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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