

HONRA DE MORRER
Meu olhar é inconsolável como o choro aflito
Do pai que perdeu o filho na flor da idade, E minha tristeza tem a mesma intensidade Do vento contrário que lhe levou o filho! Já não peço ao mar amigo o abraço da brisa calma, Herdei da Natureza a frialdade do inverno; Não procuro o Céu, nem fujo do Inferno, Eu sigo apenas o que me diz a voz rouca da alma! E assim como o Sol se põe no deserto horizonte, Ergo as minhas mãos, aceno um adeus E vou andando sem saber ao certo para onde, Levando na minha noite a Lua que não nasceu! Se a vida me condenou a errar nos Umbrais, Que seja o meu fim desaparecer nas sombras; Já não espero do tempo a eternidade, mas a honra De morrer em paz!
Carlos Henrique Pereira Maia
Enviado por Carlos Henrique Pereira Maia em 16/06/2013
Alterado em 18/06/2013 Copyright © 2013. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|