

QUEM SABE NA ETERNIDADE
Na sucessão dos dias é que vou me encontrar,
ou me perder se não tiver com o que sonhar, pois se tudo muda com o tique-taque do relógio, tenho que me superar em cada momento inglório. Assim é a natureza feraz do trem da vida, que desliza fugaz sobre os trilhos do tempo, sob o lamento de quem está de partida e o festejo de cada novo nascimento. Nas ondas do mar agitado quero afogar meu passado, lavar meu presente e contemplar o sol nascente. Porque o trem da vida não vai me esperar se eu insistir em ficar aqui parado, sonhando em conseguir no futuro (quem sabe) um lugar, onde poderei (na eternidade) amar e ser amado.
Carlos Henrique Pereira Maia
Enviado por Carlos Henrique Pereira Maia em 07/08/2013
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