

PESSIMISMO
A voz severa soava volumosa e encorpada,
Tinha a tonalidade gravíssima de um trovão, E rasgava o lençol da noite qual navalha afiada Que sinistramente dilacera um infenso coração! Vertia da boca incendiária do pessimismo O fogo apocalíptico do final dos tempos, E a voz jactava-se do secular destrutivismo, E da frialdade cortante da multidão de ventos! Terrível! Terrível era-nos suportar aquela voz Antropofóbica travestida da santa voz de Deus, Como se o sangue de Deus não vivesse em nós, E nós não fôssemos os legítimos filhos Seus!
Carlos Henrique Pereira Maia
Enviado por Carlos Henrique Pereira Maia em 16/09/2013
Copyright © 2013. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|