

AMIGO
Abri a porta do meu inconsciente,
Dei o primeiro passo, Em seguida, o segundo; Fechei a porta e, de repente, Deparei o meu recôndito mundo; Uma confusão de imagens, Olhares gelados, sem expressão; Uma mistura de linguagens, Palavras vazias, sem emoção; Senti a ausência do meu abraço! Retratos dos dias em que menti Para a minha consciência; Crendo ganhar, por certo perdi, Negando-me complacência... Memória de tudo o que fiz Com o que fizeram comigo! Parei, então, e pensei: É por causa dela, copiosamente dela, Que me sinto infeliz, Desordenado, sem norte, nem sul, No abismo nebuloso e infinito Que delimita o ser e o não ser; Mas o céu estava tão bonito, Vestido com seu manto azul... Não era hora de morrer! Antes de sair, olhei para ela, Para aquela chorosa morbidez; Só que, dessa vez, Eu fui meu amigo, E me perdoei!
Carlos Henrique Pereira Maia
Enviado por Carlos Henrique Pereira Maia em 18/09/2013
Alterado em 18/09/2013 Copyright © 2013. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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