

O FIM
Agora que morri,
De que me vale a vasca da necessidade, Se de carências mundanas estou vazio E pleno estou de eternidade? Se vivo estivesse, Alguma inspiração talvez ainda tivesse Para mudar o nome horrível da minha sorte E iludir magicamente a atenção da morte! Agora que morri, De que me vale a vasta ansiedade, Se o futuro revelador morreu de frio Nas regiões polares da minha intimidade? Se vivo respirasse, Alguma verdade talvez ainda procurasse Na vã esperança de encontrar no fim A resposta que não encontro em mim!
Carlos Henrique Pereira Maia
Enviado por Carlos Henrique Pereira Maia em 05/10/2013
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