Carlos Henrique Pereira Maia

A arte é um caminho de paz que conduz a Deus, o Artista dos artistas.

Textos

TORVO
O olhar da morte é torvo,
Sombria cruz, horrendo medo...
Luz fria que da ausência absorvo
Como um macilento espelho quedo!

O tronar do relógio de parede
Retumba na imobilidade da hora,
Mas a minha vida tem fome e sede,
Nenhuma desesperança me apavora!

Carrego o fantasma do tédio,
Pleno de nada, vazio de tudo...
Carrasco escandalosamente mudo
Que abre a ferida, e oculta o remédio!

Sou um velho espelho quebrado
Que suga da solidão a tristeza luzidia,
Como quem morre no crepúsculo do dia,
Vivo no mundo com o coração macerado!





Carlos Henrique Pereira Maia
Enviado por Carlos Henrique Pereira Maia em 10/10/2013
Alterado em 16/08/2014
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