

CÉU DE CINZAS
Enquanto todos ouvem,
Nas praias oceânicas Onde habitam os sonhos, O canto sedutor De linda sereia, O que eu ouço? Desgraça! Enquanto todos veem, Nas manhãs recém-nascidas Onde moram as esperanças, O voo das brancas nuvens E das borboletas azuis, O que eu vejo? Desgraça! O que me entristece, Secretamente e bastante, Sob o meu céu de cinzas, É respirar o ar puro da magia Que sopra da boca do oceano, Quando desperto nessas manhãs Feitas só de luz, cor e poesia, Sem poder ouvir a voz maviosa, Nem ver a luz carinhosa, No alumbramento desse instante, Da mulher que eu tanto amo!
Carlos Henrique Pereira Maia
Enviado por Carlos Henrique Pereira Maia em 27/10/2013
Alterado em 27/10/2013 Copyright © 2013. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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