

FINITUDE
Vagueia amargosa no pensamento
A sombra de uma verdade indefinida, Árvore sombria de florescência incerta, Sem serra poderosa que a corte; A seiva invisível que lhe dá vida, E que a mantém sempre desperta, Nesta noite má, fria e sem vento, É a indizível angústia da morte; Todo pecado e toda virtude, Os grandes amores, todos tão eternos, Todos os Céus e todos os Infernos, A existência toda completa-se na finitude; Mas como na Natureza nada se cria, tudo se transforma, Se é do mar de tristeza que se erguem as ondas de alegria, E se é do breu da noite que renasce a luminosidade do dia, Então tudo que falece ressuscita mais tarde de outra forma!
Carlos Henrique Pereira Maia
Enviado por Carlos Henrique Pereira Maia em 17/11/2013
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