

AMIGO DO HOMEM
Canta com alegria, curió!
Que a melodia de seu canto Soa como arqueadas de violino, E nos momentos em que me vejo só, Imerso na noite vazia do desencanto, A sua toada praia, timbira, paracambi... Traz-me de volta os tempos e os ares de menino, Os céus e os mares de rosas mais felizes que vivi. Canta com fé, amigo do homem! Que há beleza até em seu nome, E espalha flores musicais pelos jardins das Américas, Empresta à dura realidade desta vida alguma fantasia, Alguma festa, alguma flama bela, pura e quimérica, Faz dela uma orquestra perfeita de refinada harmonia, Um sonho de amor e paz, ora brando, ora veemente, Para ser vivido, no dia a dia, inteira e intensamente.
Carlos Henrique Pereira Maia
Enviado por Carlos Henrique Pereira Maia em 06/04/2017
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