

DE SOL A SOL
Ah, querida filha,
Amor que a vida me negou, Mas que o tempo não levou, Minha saudade mais presente, Meu horizonte mais distante! Já não sou o mesmo de antes, Envelheci depois da sua partida, Quando deixei de ser continente E me tornei ilha, Pequena solidão perdida No grande oceano do mundo, Onde hoje, separado de ti, Atravesso os dias assim: Vagando como um moribundo À beira do fim. Ah, filha querida, Se hoje vivo só para mim mesmo, Andando de sol a sol a esmo Em companhia da tristeza, Amanhã, com certeza, Livre do corpo e longe daqui, Viverei eternamente só para ti!
Carlos Henrique Pereira Maia
Enviado por Carlos Henrique Pereira Maia em 09/07/2017
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