

PARAÍBA DO SUL
À beira do rio Paraíba do Sul,
Sob o céu sereno — véu de cor azul — Com os olhos fixos no langor das águas turvas Que espelhavam a minha própria escura morbidez, Derramei as lágrimas que na alma chorosa restaram, E com as águas langorosas do rio elas se misturaram Lentamente, uma de cada vez, Sumindo ao longe em suas curvas, E como num passe de mágica, Da primeira à última lágrima, A nédia paz crescia por dentro, Ocupando o lugar do lamento E clareando a noite sombria das acamadas saudades Que eu trazia no peito das desencontradas amizades.
Carlos Henrique Pereira Maia
Enviado por Carlos Henrique Pereira Maia em 23/07/2017
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